O transplante de medula óssea (TMO) consiste na substituição de uma medula doente e incapaz de realização da eritropoiese, por uma medula saudável. a MO pode ser, coletada de um doador (transplante alogênico) ou do próprio paciente (transplante autólogo), em ambos os casos, pode ser obtida por punção diretamente na medula ou de sangue periférico (após estímulos com fatores de crescimento). A MO pode ainda ser obtida do sangue de cordão umbilical. Devido à ampliação das fontes disponíveis, o termo “transplante de medula óssea” vem sendo substituído por “transplante de células-tronco hematopoéticas”. A medula é responsável por produzir glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Após a coleta do material, as células são preservadas em bolsas especiais para criopreservação, congeladas e, em seguida transportadas em recipientes térmicos com controle rigoroso de temperatura (entre 4°C e 20°C) até o local do transplante. O procedimento é rápido, e dura em média duas horas. O processo é semelhante a uma transfusão de sangue, e, em grande parte, indolor. No período entre o transplante e o início da produção das células sanguíneas pelo paciente, este torna-se vulnerável a doenças infecciosas e hemorrágicas. Por esta razão, o paciente fica em isolamento no hospital. O TMO é um dos tratamentos para a manutenção vital de portadores de mieloma múltiplo e alguns tipos de leucemias, linfomas, anemias e doenças autoimunes.
Fonte: REDOME – Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Disponível em: https://redome.inca.gov.br/campanhas/perguntas-e-respostas-campanha/. Acesso em <9 de abril de 2025>.

